segunda-feira, 13 de junho de 2011

Já dizia Eça de Queiroz...

Nós estamos num estado comparável sómente à Grécia: mesma pobreza, mesma indignidade politica, mesma trapalhada económica, mesmo abaixamento dos caracteres, mesma decadência de espirito. Nos livros estrangeiros, nas revistas, quando se quer falar de um país caótico e que, pela sua decadência progressiva, poderá vir a ser riscado do mapa da Europa, citam-se a par, a Grécia e Portugal.
Escrito por Eça de Queiroz em 1872 nas Farpas.

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É uma tristeza ver como passados tantos anos e seculos, este apontamento continua tão actual. Que povo é este que nada faz para mudar o seu destino e continua a colocar o seu futuro nas mãos daqueles que têm levado o seu país a esta miséria anos a fio?!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Sócrates, You're Going DOWN!

Dedico esta musica ao Sócrates que arruinou o nosso querido Portugal e encheu os bolsos aos ricos, aos seus boys, amigos e caciques e que a única promessa que cumpriu foi a de tornar o nosso país mais pobre.








Who do you think that you are
Don't tell me lies
You know exactly what you've done

You went beyond the limit
Don't close your eyes
The consequences might not be so nice

Life's a cycle, driving all the world
And I will be around


See you going down (down)
I am a real survivor
I'll see you going down
See your ass go down (down)
It's always best to laugh last
I'll see you going down
Well I see you going down

You're going down!



I've got my shit together
It's working well
Don't need permission for my deeds

And all these superheroes
Who know so well
You can go home and this will make my day


Life's a cycle, driving all the world
And I will be around

See you going down (down)
I am a real survivor
I'll see you going down
See your ass go down (down)
It's always best to laugh last
And I will wave goodbye
When I see you going down...

You're going down!



All the evil that you're sending out
Is falling back on you
Life's a cycle, driving all the world
And I will be around


See you going down (down)
I am a real survivor
I'll see you going down
See your ass go down (down)
It's always best to laugh last
I'll see you going down
Well I see you going down (down)


I am a real survivor
I'll see you going down
See your ass go down (down)
and I will dance on your grave
I'll see you going down
Well I see you going down


YOU'RE GOING DOWN!



Video:

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Sócrates e a sua Maquina de Propaganda (II)

É claro que não descarto o PSD. Partilho agora um artigo muito interessante que encontrei num blog aqui ao lado.




"Querida, encolhi o pavilhão"


Depois de usar indianos, paquistaneses, moçambicanos e chineses “pagos” para encher comícios (ver o vídeo), o PS passou a usar… lisboetas. Passei há pouco no pavilhão do OAF (Académica) na Solum em Coimbra, onde foi esta noite o comício do PS, e vi um rodopio de autocarros (vídeo1, vídeo2) a encherem-se de pessoas com bandeiras do PS. Perguntei para onde iam e responderam-me: para Lisboa. Vi 6 a 8 autocarros naquele momento (não tenho a certeza do número porque alguns estavam em movimento em torno do pavilhão).

Pouco antes tinha entrado no pavilhão. Na televisão, onde se falava de um “mar de gente”, o fundo negro por trás das bancadas deixou-me curioso: o que se esconde por detrás daquelas cortinas? A resposta correspondeu ao que eu esperava: mais bancadas, como se pode ver no vídeo abaixo.











Se se marca um comício para um pavilhão que dispõe de bancadas, para quê ter o trabalho de montar e depois desmontar outras bancadas (e cortinas, etc) transportadas em grandes camiões? O contribuinte português tem mesmo de andar a pagar subsídios aos partidos para montarem estas campanhas megalómanas que desperdiçam carradas de dinheiro, só para não parecer demasiado mal na TV a incapacidade de um grande partido encher um pavilhão desportivo de média dimensão?

Não seria mais honesto (e barato!) deixar este aparato artificial e reservar o comício para uma sala de reuniões que se pudesse realmente encher, com gente realmente de Coimbra?

E os socialistas revêem-se nesta palhaçada de aparências?






Adenda, 28/5/2011:

- Jornal de Notícias: "No dia em que teve mais ouvidos para o escutar - a "arruada" em Barcelos, a meio da tarde, foi a mais longa e concorrida até agora, e o comício da noite, em Coimbra, também teve uma enchente"
- Jornal i: "A aparição de Alegre em Coimbra foi bastante aplaudida por um pavilhão cheio de apoiantes."
- Expresso: "Num comício, ontem à noite, em Coimbra, o ex-candidato presidencial fez levantar o pavilhão da Académica por várias vezes."
- Sol: "no 'mini-estádio' montado dentro do Pavilhão da Académica, falando perante mais de mil pessoas. " (noutro local lê-se que o "estádio-portátil" tem 700 lugares sentados; 8 autocarros cheios são cerca de 500 pessoas)
- Público: "Dentro do pavilhão, que estava lotado de apoiantes"
- Diário de Notícias: "Num pavilhão cheio (embora diminuído pelo cenário montado pela máquina de campanha) "
Adenda, 29/5/2011:
- SIC: "Foi até ao momento o maior comício dos socialistas nesta campanha; Coimbra dá ao PS o maior comício dos últimos dias"
- TVI24: "o histórico socialista insuflou de energia o Pavilhão da Académica, que esteve lotado"
- As Beiras: "Num pavilhão da Académica/OAF muito bem composto de público – nas hostes socialistas dizia-se mesmo que o comício conimbricense foi, até ao dia de sexta-feira, o melhor da campanha eleitoral"
- Diário de Coimbra: "José Sócrates falava no final do comício socialista que encheu o Pavilhão da Académica"
- como se vê neste vídeo e nestas fotos (agradecimentos aos Blogs "Mocho-III" e "O Rouxinol de Pomares"), há uma zona reservada aos jornalistas, que vêem o comício do lado de dentro. O número de lugares sentados dificilmente chega aos 700 e deixa pouco espaço para lugares em pé. O mesmo esquema foi usado pelo PS no mesmo pavilhão nas legislativas de 2009.
- O pavilhão dispõe de mais de 1500 lugares sentados, que davam e sobravam para sentar confortavelmente todos os presentes, sem gastar um tostão.
Adenda, 31/5/2011:
- RTP: "Um Megacomício em Coimbra" (minuto 10:58); "O maior comício da campanha socialista" (11:48)

Para verem todos os videos e fotos recomendo que visitem o artigo original:
http://abaheisenberg.blogspot.com/2011/05/querida-encolhi-o-pavilhao.html

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Sócrates e a sua Maquina de Propaganda (I)

Eu já ando a dizer isto há anos e todos me diziam que lá estava eu com as teorias da conspiração e pensei que estivesse maluco mas afinal eu tinha razão. Sócrates e a sua Propaganda... Já dizia um amigo meu "O Joseph Goebbels deixou escola."





O robô e a máquina de propaganda
por José António Saraiva


A máquina do Governo dispõe de uma redacção que ataca os artigos e os colunistas considerados hostis.
Muitas vezes fala-se da ‘máquina de propaganda’ do Governo socialista. Mas nunca houve uma tentativa séria de investigar como funciona, que métodos utiliza, quantas pessoas envolve, quem a dirige, etc.

Vou dizer o que sei.

Essa máquina desdobra-se por várias frentes. Tem uma espécie de redacção central, que funciona como a redacção de um jornal, cuja missão é fazer constantemente contra-propaganda. Dispõe de um blogue chamado Câmara Corporativa (http://corporacoes.blogspot.com) e está permanentemente atenta a tudo o que se publica, desmentindo as notícias consideradas negativas para o Governo.

Além disso, critica artigos de opinião publicados nos jornais, rebatendo os argumentos e, por vezes, ridicularizando ou desacreditando os seus autores.

Mobiliza pessoas para intervir nos fóruns tipo TSF que hoje existem em todas as estações de rádio e TV.

Selecciona na imprensa internacional notícias, artigos ou entrevistas favoráveis ao Governo português e põe-nos a circular entre jornalistas e colunistas ‘amigos’.

É por esta última razão que vemos às vezes opiniões publicadas em obscuros órgãos de comunicação estrangeiros citadas em Portugal por diversas pessoas como importantes argumentos.

Outra vertente são as relações com jornalistas. Há uma rede de jornalistas ‘amigos’ e a coisa funciona assim: um assessor fala com um jornalista amigo e dá-lhe determinada informação. Chama-se a isto ‘plantar uma notícia’ – e todos os Governos o fazem. Só que, uma vez a notícia publicada, às vezes com pouco destaque, os assessores telefonam a outros jornalistas e sopram-lhes: «Viste aquela notícia no sítio tal? Olha que é verdade! E é importante!». E assim a notícia é amplificada, conseguindo-se um efeito de confirmação.

Umas vezes as notícias plantadas são verdadeiras, outras vezes são falsas. O Expresso, por exemplo, chegou a publicar em semanas consecutivas uma coisa e o seu contrário. Significativamente, o que estava em causa era Teixeira dos Santos, que o PS queria queimar.

E constata-se que as notícias desagradáveis para a oposição têm mais eco do que outras. Veja-se a repercussão que teve uma carta de António Capucho publicada no SOL, que era um documento interessante mas não tinha a relevância que acabou por ter. A máquina de propaganda amplifica as notícias que interessam ao Governo.

Em seguida, os comentadores colocados pelo PS nos vários programas de debate que hoje enxameiam as televisões repetem os argumentos convenientes. José Lello, Sérgio Sousa Pinto, Emídio Rangel, Francisco Assis, etc., repetem à saciedade, às vezes como papagaios, as mesmas ideias. E mesmo António Costa, na Quadratura do Círculo, um programa de características diferentes, não foge à regra: nunca o vi fazer uma crítica directa a Sócrates. Mas vi-o fazer uma crítica brutal a Teixeira dos Santos, na tal altura em que começou a cair em desgraça.

As únicas situações em que as coisas fugiram do controlo da máquina socrática foram os casos Freeport e Face Oculta. Só que aí era impossível abafá-los. E para os combater foram lançadas contra-campanhas, como expliquei noutros artigos. E houve pessoas que pagaram por isso.

A par das relações com os jornalistas, que se processam diariamente, há outro aspecto decisivo que passa pelo controlo dos principais meios.

A tentativa de comprar a TVI falhou, mas José Eduardo Moniz e Manuela Moura Guedes foram afastados e a orientação editorial da estação mudou. José Manuel Fernandes foi afastado do Público, e a orientação do jornal também mudou. Medina Carreira foi afastado da SIC. O SOL foi alvo de uma tentativa de asfixia. E estes são apenas os casos mais conhecidos.

Por outro lado, o Governo soube cultivar boas relações com os patrões dos grandes grupos de media – a Controlinvest, a Cofina e a Impresa –, também como consequência das crises financeiras em que estes se viram mergulhados.

Podemos assim constatar que, das três estações de TV generalistas, nenhuma hoje é hostil ao Governo. A RTP é do Estado, a TVI – que era muito crítica – foi apaziguada, a SIC tem--se vindo a aproximar do Executivo. Ora isto é anormal na Europa. Em quase todos os países há estações próximas da esquerda, há estações próximas da direita, há estações próximas do Governo, há estações próximas da oposição. Em Portugal é diferente.

Ainda no plano da contra-propaganda, já falei noutras alturas da técnica do boomerang. Como funciona? Quando alguém da oposição (regra geral, o líder do PSD) diz qualquer coisa passível de exploração negativa, toda a máquina se põe a mexer para usar essa ideia como arma de arremesso contra quem a proferiu.

Passos Coelho diz que quer mudar certas regras na Saúde – e logo Francisco Assis, Silva Pereira, Vieira da Silva, Jorge Lacão ou Santos Silva, os gendarmes de serviço, vêm gritar: «O PSD quer acabar com o Serviço Nacional de Saúde!». Passos Coelho diz qualquer coisa sobre as escolas públicas e as privadas – e lá vêm os mesmos dizer: «O PSD quer acabar com o ensino público gratuito!». Passos Coelho diz que quer certificar as ‘Novas Oportunidades’ – e os mesmos repetem: «O PSD ofendeu 500 mil portugueses!». E, no final, todos dizem em coro: «O PSD quer acabar com o Estado Social!».

Passos Coelho não soube lidar com isto de início. E, perante estes ataques, acabou muitas vezes por bater em retirada. Propôs uma revisão constitucional e recuou. Outras vezes explicou-se em demasia. E com isso deu uma ideia de impreparação e falta de convicção, que só recentemente conseguiu corrigir.

Mas a máquina não fica por aqui. Tem muitas outras frentes de combate. Os assessores do primeiro-ministro organizam dossiês para cada ministro, dizendo-lhes como devem reagir perante o que diariamente é publicado na imprensa. Assim, bem cedo pela manhã, um assessor telefona a um ministro, faz-lhe uma resenha da imprensa e diz-lhe o que ele deve responder a esta e àquela pergunta.

Claro que há ministros que não aceitam este paternalismo. Que querem ter liberdade para responder pela sua cabeça. Mas esses ficam logo marcados. Admito que Luís Amado não aceite recados, estou certo de que Campos e Cunha não os aceitou, Freitas do Amaral também não. Mas a maioria dos outros aceitou-os ou aceita-os, até para tranquilidade própria: assim têm a certeza de não cometer gaffes e não desagradar ao primeiro-ministro.

E já não falo nos boys colocados em todos os Ministérios e em todas as administrações das empresas públicas e que funcionam como correias de transmissão da opinião do Governo. Rui Pedro Soares é o caso mais conhecido. Mas obviamente não é o único. Eles estão por toda a parte. Muitas vezes nem têm posições de grande relevo. Mas o facto de se saber que são os porta-vozes do poder confere-lhes importância acrescida, porque as pessoas receiam-nos.

Como resultado de tudo isto, muita gente, mesmo dentro do PS, tem medo. Evita falar. No congresso socialista, que mais parecia um encontro da IURD, vimos pessoas respeitáveis participar alegremente na farsa sem um gesto de distanciação. Chegou a meter dó ver António Costa, António Vitorino, o próprio Almeida Santos, envolvidos naquela encenação patética.

Que foi produzida como uma super-produção, com sofisticados meios audiovisuais. Quando Sócrates começou a proferir a primeira das três últimas frases do seu último discurso, uma música ‘heróica’ começou a ouvir-se baixinho. E foi subindo, subindo de tom – e quando Sócrates acabou de falar a música estoirou, as luzes brilharam, não sei se houve fogo preso mas podia ter havido, choveram flores, foi a apoteose.

Quem dirigirá esta poderosa e bem oleada máquina de propaganda e contra-propaganda?

Haverá certamente um núcleo duro, ao qual não serão alheios aqueles que dão a cara nos momentos difíceis: Francisco Assis, Jorge Lacão e os três Silvas: Vieira da Silva, Augusto Santos Silva e Pedro Silva Pereira.

Há quem fale numa personagem misteriosa, sibilina, que não gosta dos holofotes e que dá pelo nome de Luís Bernardo. Actualmente é assessor de Sócrates, antes foi assessor de Carrilho na Cultura. Pedro Norton, actual número 2 da Impresa e seu amigo, diz que ele é «o homem mais inteligente que conhece».

Acontece que uma máquina política pode ser muito boa, pode estar muito bem oleada, pode funcionar na perfeição, mas tem sempre um ponto fraco: depende em última análise da performance de um homem.

Durante anos essa performance foi quase perfeita – por isso chamei a Sócrates um ‘robô político’. Ora esse robô, agora, começou a falhar. E a derrota televisiva perante Passos Coelho pode ter posto em causa toda a engrenagem. O robô engasgou-se, exaltou-se, esteve à beira de colapsar.

E quando isso acontece não há máquina de propaganda que valha.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Redescobrindo a Terra-Media Pt 20

Vamos lá revisitar e redescobrir mais uns vestigios ;)



Rediscovering Middle-Earth Pt 20
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terça-feira, 26 de abril de 2011

O Clan GRAVE DIGGER Marchou em Lisboa!




Uma das bandas míticas e emblemáticas do heavy metal alemão finalmente tocou em Portugal e não desapontou. Os Grave Digger estiveram divertidos em palco e muito comunicativos, principalmente o novo guitarrista Axel Ritt e o vocalista Chris Boltendahl, apesar da sua idade não parou em cima do palco, sempre sorridente e não precisou de falar muito para ter o publico na mão.

Em comemoração do álbum "Tunes of War", e da sequela da saga dos combatentes escoceses que está presente no novo álbum "The Clans Will Rise Again", a banda tocou na primeira parte os highlight desta saga começando logo a abrir com a potente musica "Days of Revenge/Paid in Blood" atacando logo de seguida com o clássico "Dark of the Sun". Durante quase duas horas de concerto os Grave Digger fizeram desfilar os imensos clássicos que compõem a sua carreira de mais de 30 anos a malhar no metal. Entre esses clássicos estiveram presentes algumas musicas como "The Bruce (The Lion King)", "Rebellion (The Clans are Marching)", "Morgane Le Fay", "Twilight of the Gods", "Circle of Witches", a frenetica "Excalibur", a epica "Knights of the Cross", a musica de união com os fans "The Round Table (Forever)" e a terminar o grande clássico homónimo do primeiro álbum "Heavy Metal Breakdown".

Apesar do pouco publico a banda deu 100% do seu melhor e deixou toda a gente com vontade de ouvir mais. Foi uma excelente estreia da banda em território português mas espero que o pouco publico não faça deste o primeiro e ultimo concerto da banda em terras lusitanas.













E mais uma vez trouxe uma recordação do concerto.





Grave Digger Setlist Cine-Teatro de Corroios, Lisbon, Portugal, The Clans Will Rise Again Tour 2011




Videos do concerto:





sexta-feira, 22 de abril de 2011

Uma Sugestão Para Esta Pascoa




Site: http://www.syfy.pt/content/exposyfy-viagem-fant%C3%A1stico



Deixo aqui esta sugestão para este fim de semana alargado de Pascoa e onde poderão levar a família a passear e passar uns belos momentos a ver relíquias de Hollywood que fizeram parte de filmes que hoje são um legado do cinema mundial.

Have Fun.


Boa Pascoa a todos :)

sexta-feira, 15 de abril de 2011

GRAVE DIGGER em Portugal





É já este Domingo. Os Grave Digger tocarão um setlist especial de 2 Horas em Portugal. Vai ser mais uma grande noite de heavy metal! e será o meu ultimo concerto desta temporada. Daqui a três meses há mais.


Apareçam.




Bilhetes á venda:

ABEP / Carbono Amadora / Carbono Lisboa / Darkdoll / Xaranga ou Transferência Bancária (pedir dados por email).


Excursão True Spirit Alive c/ saída do Porto : truespiritsalive@gmail.com


PREÇO : 20€ ANTECIPADA / 22€ PORTA


Abertura de Portas 19h00
Inicio de Concerto 19h45





Videos:















domingo, 10 de abril de 2011

Porque Não Se Ouve Falar da ISLÂNDIA?

Porque é que a comunicação social em Portugal continua calada e a ocultar este assunto aos portugueses? Porque é que a RTP, Sic e TVI só falam da Grécia e Irlanda? E porque os jornais portugueses também não falam no assunto? Que interesses existem para que não falem disto ao povo português?

Já que a nossa comunicação social insiste em ocultar esta informação ao povo, esta tem sido divulgada em blogs, por email e nas redes sociais e eu venho contribuir para que os portugueses sejam esclarecidos para de uma vez por todas nas próximas eleições façam uma verdadeira mudança nos destinos do país e não se fiquem apenas pelas palavras e intenções.




Porque silenciam a ISLÂNDIA?

(Estamos neste estado lamentável por causa da corrupção interna - pública e privada com incidência no sector bancário - e pelos juros usurários que a Banca Europeia nos cobra.


Sócrates foi dizer à Sra. Merkle - a chanceler do Euro - que já tínhamos tapado os buracos das fraudes e que, se fosse preciso, nos punha a pão e água para pagar os juros ao valor que ela quisesse.


Por isso, acho que era altura de falar na Islândia, na forma como este país deu a volta à bancarrota, e porque não interessa a certa gente que se fale dele).

Não é impunemente que não se fala da Islândia (o primeiro país a ir à bancarrota com a crise financeira) e na forma como este pequeno país perdido no meio do mar, deu a volta à crise.


Ao poder económico mundial, e especialmente o Europeu, tão proteccionista do sector bancário, não interessa dar notícias de quem lhes bateu o pé e não alinhou nas imposições usurárias que o FMI lhe impôs para a ajudar.


Em 2007 a Islândia entrou na bancarrota por causa do seu endividamento excessivo e pela falência do seu maior Banco que, como todos os outros, se afogou num oceano de crédito mal parado. Exactamente os mesmo motivos que tombaram com a Grécia, a Irlanda e Portugal.


A Islândia é uma ilha isolada com cerca de 320 mil habitantes, e que durante muitos anos viveu acima das suas possibilidades graças a estas "macaquices" bancárias, e que a guindaram falaciosamente ao 13º no ranking dos países com melhor nível de vida (numa altura em que Portugal detinha o 40º lugar).


País novo, ainda não integrado na UE, independente desde 1944, foi desde então governado pelo Partido Progressista (PP), que se perpetuou no Poder até levar o país à miséria.


Aflito pelas consequências da corrupção com que durante muitos anos conviveu, o PP tratou de correr ao FMI em busca de ajuda. Claro que a usura deste organismo não teve comiseração, e a tal "ajuda" ir-se-ia traduzir em empréstimos a juros elevadíssimos (começariam nos 5,5% e daí para cima), que, feitas as contas por alto, se traduziam num empenhamento das famílias islandesas por 30 anos, durante os quais teriam de pagar uma média de 350 Euros / mês ao FMI. Parte desta ajuda seria para "tapar" o buraco do principal Banco islandês.


Perante tal situação, o país mexeu-se, apareceram movimentos cívicos despojados dos velhos políticos corruptos, com uma ideia base muito simples: os custos das falências bancárias não poderiam ser pagos pelos cidadãos, mas sim pelos accionistas dos Bancos e seus credores. E todos aqueles que assumiram investimentos financeiros de risco, deviam agora aguentar com os seus próprios prejuízos.


O descontentamento foi tal que o Governo foi obrigado a efectuar um referendo, tendo os islandeses, com uma maioria de 93%, recusado a assumir os custos da má gestão bancária e a pactuar com as imposições avaras do FMI.


Num instante, os movimentos cívicos forçaram a queda do Governo e a realização de nova eleições.


Foi assim que em 25 de Abril (esta data tem mística) de 2009, a Islândia foi a eleições e recusou votar em partidos que albergassem a velha, caduca e corrupta classe política que os tinha levado àquele estado de penúria. Um partido renovado (Aliança Social Democrata) ganhou as eleições, e conjuntamente com o Movimento Verde de Esquerda, formaram uma coligação que lhes garantiu 34 dos 63 deputados da Assembleia). O partido do poder (PP) perdeu em toda a linha.


Daqui saiu um Governo totalmente renovado, com um programa muito objectivo: aprovar uma nova Constituição, acabar com a economia especulativa em favor de outra produtiva e exportadora, e tratar de ingressar na UE e no Euro logo que o país estivesse em condições de o fazer, pois numa fase daquelas, ter moeda própria (coroa finlandesa) e ter o poder de a desvalorizar para implementar as exportações, era fundamental.


Foi assim que se iniciaram as reformas de fundo no país, com o inevitável aumento de impostos, amparado por uma reforma fiscal severa. Os cortes na despesa foram inevitáveis, mas houve o cuidado de não "estragar" os serviços públicos tendo-se o cuidado de separar o que o era de facto, de outro tipo de serviços que haviam sido criados ao longo dos anos apenas para serem amamentados pelo Estado.

As negociações com o FMI foram duras, mas os islandeses não cederam, e conseguiram os tais empréstimos que necessitavam a um juro máximo de 3,3% a pagar nos tais 30 anos. O FMI não tugiu nem mugiu. Sabia que teria de ser assim, ou então a Islândia seguiria
sozinha e, atendendo às suas características, poderia transformar-se num exemplo mundial de como sair da crise sem estender a mão à Banca internacional. Um exemplo perigoso demais.


Graças a esta política de não pactuar com os interesses descabidos do neo-liberalismo instalado na Banca, e de não pactuar com o formato do actual capitalismo (estado de selvajaria pura) a Islândia conseguiu, aliada a uma política interna onde os islandeses faziam sacrifícios, mas sabiam porque os faziam e onde ia parar o dinheiro dos seus sacrifícios, sair da recessão já no 3º Trimestre de 2010.

O Governo islandês (comandado por uma senhora de 66 anos) prossegue a sua caminhada, tendo conseguido sair da bancarrota e preparando-se para dias melhores. Os cidadãos estão com o Governo porque este não lhes mentiu, cumpriu com o que o referendo dos 93% lhe tinha ordenado, e os islandeses hoje sabem que não estão a sustentar os corruptos banqueiros do seu país nem a cobrir as fraudes com que durante anos acumularam fortunas monstruosas. Sabem também que deram uma lição à máfia bancária europeia e mundial, pagando-lhes o juro justo pelo que pediram, e não alinhando em especulações. Sabem ainda que o Governo está a trabalhar para eles, cidadãos, e aquilo que é sector público necessário à manutenção de uma assistência e segurança social básica, não foi tocado.

Os islandeses sabem para onde vai cada cêntimo dos seus impostos.

Não tardarão meia dúzia de anos, que a Islândia retome o seu lugar nos países mais desenvolvidos do mundo.

O actual Governo Islandês, não faz jogadas nas costas dos seus cidadãos. Está a cumprir, de A a Z, com as promessas que fez. Se isto servir para esclarecer uma única pessoa que seja deste pobre país aqui plantado no fundo da Europa, que por cá anda sem eira nem beira ao sabor dos acordos milionários que os seus governantes acertam com o capital internacional, e onde os seus cidadãos passam fome para que as contas dos corruptos se encham até abarrotar, já posso dar por bem empregue o tempo que levei a escrever este artigo.

Francisco Gouveia, Eng.º

terça-feira, 5 de abril de 2011

All Hail MANOWAR!






O que dizer? Já quase tudo foi dito sobre este glorioso regresso dos Manowar a Portugal um pouco por todo o lado. Ambiente excelente com 6000 pessoas a assitir a este grandioso espectaculo.

Os Manowar deram um excelente concerto (150mins de heavy metal). Tocaram a minha sequência preferida, Kill With Power + Sign Of The Hammer \m/ Claro que no final fiquei com fome de mais, pois queria ter ouvido a Blood of my Enemies e a Thor. O Eric estava on fire. Distribuiu sorrisos, brincou, a voz estava no seu melhor como há muito não ouvia. E pelos vistos estava muito contente com o vinho português que lhe ofereceram he he he







Ah e posso dizer que pela primeira vez gostei mesmo do discurso do Joey Demaio. Um discurso a falar do que de bom tem o heavy metal, dos fans portugueses e da grandeza da historia de Portugal e do lindo país que é o nosso e tudo isto dito em português. Valeu pelo esforço!








Encontrei lá muita gente que já não via há muito tempo e outros que conheci recentemente e outros que revi. Espero que os Manowar regressem em breve na tour do novo álbum.











A todos Hail and Kill!


Setlist:

Intro
Manowar
Death Tone
Metal Daze
Fast Taker
Shell Shock
Dark Avenger
Battle Hymn
Sun of Death
Brothers of Metal Pt. 1
Kill With Power
Sign of the Hammer
Fighting the World
Heart of Steel
William's Tale
Hail and Kill
Call to Arms
House of Death
Hand of Doom
Thunder in the Sky
The Power

Encore:
Kings of Metal
Warriors of the World United
Black Wind, Fire and Steel
The Crown and the Ring (Lament of the Kings)


Videos:

-Inicio do concerto visto da bancada-



-Inicio do concerto visto da plateia-

sexta-feira, 1 de abril de 2011

MANOWAR ao Vivo em Portugal (III)






É já amanha o grande dia em que os senhores do heavy metal puro e duro, Manowar, tocam em Lisboa após 12 de ausência para uma lotação esgotada . Vai ser mais uma grande noite de Heavy Metal!



Início do espectáculo: 21H





Videos:
















quarta-feira, 30 de março de 2011